sexta-feira, 6 de maio de 2011

POLÍCIA CIVIL DO DF AVALIA LAUDO DE PSICÓLOGOS SOBRE SUPOSTO ABUSO SEXUAL DE DURVAL BARBOSA E SUA ESPOSA

Lilian Tahan
Ana Maria Campos

Publicação: 06/05/2011

O laudo judicial que indica suposto envolvimento do ex-secretário de Relações Institucionais do GDF Durval Barbosa e de sua mulher, Kelly Melchior Barbosa, no abuso sexual contra crianças é o elemento que deve determinar o indiciamento do casal por crime de pedofilia. O documento foi encaminhado pela Vara da Infância e da Juventude (VIJ) à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). O estudo realizado pelo Centro de Referência de Violência Sexual é uma peça considerada fundamental pelas delegadas responsáveis pelo caso. As informações podem ser usadas como argumento para pedido de prisão preventiva, já cogitado pela Polícia Civil do Distrito Federal.
O inquérito que tramita em segredo de Justiça teve início com uma denúncia de uma ex-mulher de Durval Fabiane Christine Silva Barbosa Rodrigues. Uma das primeiras providências após o início da investigação foi o pedido de exame de corpo de delito. A análise no Instituto de Medicina Legal (IML) não apontou penetração ou qualquer outro vestígio de violência sexual. Uma das crianças se recusou a ser submetida ao teste completo. Em relação à outra criança, o laudo foi conclusivo, no sentido da preservação de sua integridade física. Porém, o relato das supostas vítimas foi considerado coerente no laudo da Justiça com a versão de abuso.

A DPCA tentou, na última quarta-feira, intimar Durval Barbosa a prestar depoimento sobre as acusações de pedofilia. Em 31 de março, ele falou sobre o assunto em juízo durante sessão secreta da qual não puderam participar nem mesmo funcionários do Tribunal de Justiça do DF. No depoimento, Durval atribui a acusação à uma vingança de sua ex-mulher, movida por ciúme em função de seu novo casamento e das denúncias que fez durante a delação premiada com potencial para comprometer o patrimônio de Fabiani. Em vários testemunhos ao Ministério Público, ele afirmou que a Dot Paper, empresa que montou para a Fabiani quando eram casados, foi financiada com recursos públicos desviados dos contratos de informática, sob os quais ele tinha ingerência. Em depoimento prestado ontem à Justiça, o ex-secretário de Relações Institucionais do DF disse que um dos irmãos da ex-mulher era um laranja de seus negócios. Ele apontou apartamentos que estariam em nome dele.

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